O G. era um turco que trabalhava numa das linhas de suporte técnico aqui no escritório.
O G. não me conhecia, porque entrou um mês antes da minha licença de maternidade e diziam as más línguas que eu era arrogante, que destratava os colaboradores e com um sem número de adjectivos a condizer que iam desde animal caprino a equipararem-me àquele senhor que promoveu o holocausto.
Ontem, foi o último dia do G. que regressou à Turquia decepcionado com Portugal.Como a minha antiga equipa foi dividida pelos meus dois colegas e mudaram-me de zona no escritório o G. veio ao meu departamento despedir-se com um abraço para espanto de toda a minha equipa actual.
Desejou-me tudo de bom e em confissão revelou que teve muito medo de trabalhar comigo, mas que de facto as más línguas não tinham razão.
Fiquei comovida e ainda fico comovida com a atitude do G.
Só lhe posso desejar boa sorte na Turquia e esperar pelas Delícias Turcas na caixa do correio.